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Música da noite: quando dançar dói mais do que chorar
Boys Don't Cry é melancolia em estado bruto para corações que fingem não sentir.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 17/01/2026 19:37 • Atualizado 17/01/2026 19:37
Música
Boys Don't Cry acaba de entrar para o seleto Clube do Bilhão do Spotify (Foto: Reprodução)

Lançada no fim dos anos 1970, Boys Don’t Cry é o ponto em que o The Cure transformou fragilidade em identidade. A canção soa luminosa na superfície, quase ingênua, mas carrega por dentro um retrato cru da repressão emocional masculina. Um sorriso torto tentando esconder o colapso iminente.

Com guitarras simples, batida direta e a voz juvenil de Robert Smith flutuando entre ironia e dor, a música constrói um contraste poderoso. Surge dançante, mas sangra por dentro. É pop, é pós-punk, é confissão disfarçada de hit, perfeita para tocar alto enquanto tudo desmorona em silêncio.


Décadas depois, Boys Don’t Cry permanece atual justamente por não pedir licença ao tempo. Continua sendo trilha sonora de quartos escuros, caminhadas solitárias e sentimentos mal resolvidos. Uma canção que nunca ofereceu consolo, apenas reconhecimento.

Clube do Bilhão

 
Agora, o clássico acaba de entrar para o seleto Clube do Bilhão do Spotify, ultrapassando a marca de 1 bilhão de reproduções na plataforma. Um feito que confirma o óbvio: algumas músicas não envelhecem, elas apenas encontram novas gerações dispostas a sentir o que nunca souberam explicar.

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