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Terror em Shelby Oaks: do YouTube ao horror independente
Estreia em longas de Chris Stuckmann aposta no found footage emocional e chega ao Prime Video com produção de Mike Flanagan.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 02/02/2026 16:42 • Atualizado 02/02/2026 16:42
Entretenimento
Na trama, Riley (Sarah Durn) integra o grupo The Paranormal Paranoids (Foto: Divulgação)

A estreia em longas de Chris Stuckmann finalmente alcançou o público digital. Terror em Shelby Oaks desembarca nas plataformas como um cartão de visitas ambicioso: um terror de baixo orçamento, consciente da própria herança e interessado menos em sustos fáceis do que em construir atmosfera e mistério, com a chancela de Mike Flanagan, criador de Missa da Meia-Noite.

Na trama, Riley (Sarah Durn) integra o grupo The Paranormal Paranoids, criadores de conteúdo que flertam com a estética dos “caçadores de fantasmas” para a internet. Durante uma investigação, ela desaparece sem deixar rastros, exceto por um único vídeo. O material chega às mãos da irmã, Mia (Camille Sullivan), e reacende a possibilidade de que Riley esteja viva, empurrando a narrativa para uma investigação pessoal que mistura luto, obsessão e pistas fragmentadas.

Disponível na loja do Prime Video para compra (R$ 39,90) e aluguel (R$ 14,90), o filme segue a regra padrão: até 30 dias para iniciar a exibição e 48 horas para concluir após dar o play.


Opinião Rádio VB

Shelby Oaks entende o peso do found footage e não tenta reinventar a roda, prefere afiná-la. As referências são explícitas e assumidas: A Bruxa de Blair no jogo de sugestão e ausência, O Segredo do Lago Mungo na melancolia documental, e até ecos de O Bebê de Rosemary na paranoia que cresce por camadas. Stuckmann, vindo da crítica, demonstra consciência de ritmo e de expectativa do público — sabe quando segurar a informação e quando permitir que o silêncio fale.

O maior acerto está no tom emocional. O terror nasce do vínculo entre irmãs e da dúvida corrosiva que substitui o medo imediato. Há limitações evidentes de produção, mas elas trabalham a favor da proposta íntima, quase caseira, que o gênero pede. Em vez de sustos constantes, o filme aposta na inquietação prolongada e em imagens que pedem interpretação.
 

Não é um título para quem busca adrenalina contínua. É, sim, para quem aprecia o terror como investigação, de espaços, de memórias e de culpas. Como estreia, Terror em Shelby Oaks sinaliza um diretor atento à tradição e disposto a dialogar com ela, abrindo caminho para projetos mais ousados no futuro.

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