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The Cure vence Grammy 2026, mas ausência teve razão de despedida
Banda britânica conquista seus primeiros prêmios da Academia enquanto se despede de Perry Bamonte, músico que atravessou diferentes fases do grupo.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 03/02/2026 12:05 • Atualizado 03/02/2026 12:06
Música
The Cure venceu Grammy em duas categorias centrais do campo alternativo (Foto: Divulgação)

A noite do Grammy Awards 2026 marcou um ponto simbólico na trajetória do The Cure. Pela primeira vez, a banda britânica venceu categorias da principal premiação da indústria musical, mas não esteve presente para receber as estatuetas. A ausência teve um motivo íntimo: os integrantes participavam do funeral privado de Perry Bamonte, morto em dezembro, aos 65 anos.

Enquanto o evento celebrava números, rankings e discursos de agradecimento, Robert Smith e seus companheiros optaram pelo silêncio e pela despedida. Segundo a revista People, Robert Smith, Simon Gallup, Jason Cooper, Roger O’Donnell e Reeves Gabrels estavam reunidos para se despedir de um músico que acompanhou a banda em momentos decisivos desde os anos 1980.


O The Cure venceu em duas categorias centrais do campo alternativo: Melhor Álbum de Música Alternativa, com Songs of a Lost World, e Melhor Performance de Música Alternativa, com a faixa Alone. Foram prêmios que colocaram o grupo à frente de nomes que definem o presente do gênero, mas que também reforçaram a longevidade de uma banda que sempre caminhou à margem das convenções da indústria.


No dia seguinte à cerimônia, o reconhecimento veio pelas redes sociais. Em um texto escrito previamente, Robert Smith agradeceu à Academia, aos colaboradores do álbum e à equipe envolvida no projeto. O tom foi direto, sem espetáculo. Entre menções a produtores, gravadoras e equipes técnicas, o vocalista reservou as palavras mais significativas aos fãs, reconhecendo o papel do público que acompanhou a turnê Lost World e sustentou a travessia do grupo ao longo das décadas.


A morte de Perry Bamonte lançou uma sombra discreta sobre a conquista. Guitarrista e tecladista, ele integrou o The Cure em fases distintas, participou de álbuns como Wish, Wild Mood Swings e Bloodflowers e retornou em momentos-chave, incluindo a indução da banda ao Rock & Roll Hall of Fame. Sua trajetória reflete a própria lógica do grupo: idas e vindas, reinvenções e permanência.

 
O Grammy, nesse contexto, deixou de ser apenas uma consagração tardia. Tornou-se um registro de contraste entre celebração pública e perda privada. Um retrato fiel de uma banda que, mesmo ao ser reconhecida pelo centro da indústria, continua vivendo sua história em outro ritmo.

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