A casa que serviu de residência para o personagem Walter White na série Breaking Bad voltou ao mercado com um valor surpreendentemente menor. Localizado em Albuquerque, no Novo México, o imóvel foi anunciado inicialmente em 2025 por US$ 4 milhões (cerca de R$ 21 milhões), preço que superava em mais de dez vezes o valor médio das casas da região com características semelhantes. Sem interessados, a proprietária decidiu reduzir o valor para US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões).
A residência, que aparece ao longo das cinco temporadas exibidas entre 2008 e 2013, pertence a Joanne Quintana. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a estratégia inicial foi apostar no peso cultural da produção para atrair investidores, especialmente aqueles interessados em transformar o local em ponto turístico ou museu temático. A expectativa, no entanto, esbarrou em regras rígidas do bairro residencial, que impedem a exploração comercial da propriedade.
Assédio constante de fãs pesou na decisão
Desde que a série se tornou um fenômeno global, a casa passou a receber visitas diárias de fãs. Em entrevistas à rádio local KOB4, Quintana revelou que o fluxo chegou a atingir cerca de 300 carros por dia. Muitos visitantes não apenas fotografavam o imóvel, mas também tentavam recriar uma das cenas mais famosas da série, quando Walter White arremessa uma pizza no telhado da casa.
O excesso de movimentação transformou a rotina da família. A proprietária chegou a usar mangueira para afastar curiosos e posteriormente instalou uma cerca para proteger o espaço. Ainda assim, o desgaste acumulado levou à decisão definitiva de vender o imóvel.
“Vamos embora apenas com as nossas lembranças. É hora de seguir em frente”, declarou Quintana em entrevista. Embora tenha enfrentado anos de incômodo, ela afirma compreender o entusiasmo do público e chegou a mencionar que fãs sonham em ver o local transformado em hospedagem temática ou museu, cenário que, ao menos por enquanto, não deve se concretizar.
O caso revela o outro lado da fama: quando a ficção ultrapassa a tela e transforma uma residência comum em ponto permanente de peregrinação pop.