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Música da noite: a canção que sussurra verdades tarde demais
Entre arrependimentos silenciosos e escolhas não vividas, Epitáfio transforma o tempo perdido em poesia urbana.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 23/02/2026 19:37 • Atualizado 23/02/2026 19:37
Música
“Epitáfio” permanece atual porque fala do tempo como único tema inevitável (Foto: Reprodução)

Sem grito, “Epitáfio”, dos Titãs, entra devagar, quase como um pensamento que aparece no meio da madrugada. Lançada no início dos anos 2000, a música abandona o peso do rock direto da banda para vestir uma melancolia minimalista. É um espelho desconfortável sobre tudo aquilo que deixamos para depois.

A letra funciona como uma lista de arrependimentos universais, como amar mais, errar menos, viver sem tanto medo. Não há drama exagerado, apenas constatação. O piano conduz a narrativa como um relógio emocional, enquanto a voz soa resignada, consciente de que o passado não negocia revisões. É o tipo de música que cresce com o ouvinte. Quanto mais vida se vive, mais ela faz sentido.

Duas décadas depois, “Epitáfio” permanece atual porque fala do tempo como único tema inevitável. Em um mundo acelerado e barulhento, a faixa dos Titãs continua sendo um raro momento de pausa, quase um aviso gentil, porém definitivo, de que a vida acontece agora, antes que vire apenas lembrança escrita em pedra.

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