A Netflix divulgou o trailer do documentário “The Rise of the Red Hot Chili Peppers: Our Brother, Hillel”, produção que será lançada no catálogo da plataforma no próximo 20 de março. Antes mesmo da estreia, porém, o filme já desperta debates após manifestações públicas dos próprios integrantes da banda californiana.
Em publicações nas redes sociais, músicos do Red Hot Chili Peppers criticaram a forma como o documentário vem sendo promovido. Segundo eles, a divulgação do projeto pode levar o público a acreditar que se trata de um retrato oficial da história do grupo, o que não corresponderia à realidade.
De acordo com os artistas, a produção deveria ser interpretada sobretudo como uma homenagem ao guitarrista Hillel Slovak, um dos fundadores da banda e figura central na formação do som que marcaria o início da carreira do grupo.
Os integrantes também afirmaram que não tiveram envolvimento criativo na realização do documentário. Eles explicaram que aceitaram participar apenas concedendo entrevistas sobre Slovak, motivados pelo respeito e pela amizade que mantinham com o músico.
Por esse motivo, a banda demonstrou preocupação com a possibilidade de que o público interprete o longa como um documentário oficial sobre a trajetória do Red Hot Chili Peppers, algo que, segundo os próprios integrantes, ainda não foi produzido.
Homenagem ao guitarrista fundador
Dirigido por Ben Feldman e coproduzido por James Slovak, o documentário busca explorar a relação de amizade entre Hillel Slovak, Anthony Kiedis e Flea, núcleo criativo que esteve na origem da banda no início dos anos 1980.
A produção reúne imagens de arquivo, registros pessoais, diários e depoimentos para reconstruir a trajetória do guitarrista e sua influência no surgimento do estilo que marcaria a identidade sonora do grupo.
Hillel Slovak morreu em 1988, aos 26 anos, vítima de uma overdose. Sua morte marcou profundamente os integrantes da banda e representou um dos momentos mais difíceis da história do Red Hot Chili Peppers, influenciando diretamente o rumo musical e emocional do grupo nos anos seguintes.
Com a estreia marcada para março, o documentário promete lançar nova luz sobre a figura de Slovak, ainda que sob o olhar de uma produção que já nasce cercada de questionamentos por parte da própria banda.