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20 de março é uma data intensa na história do rock
Entre casamentos, perdas, clássicos eternos e estreias marcantes, a data reúne capítulos intensos da música.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 20/03/2026 08:54
Música
O dia 20 de março reúne extremos que fazem o mundo do rock pulsar (Foto: Reprodução)

O calendário do rock não vive apenas de lançamentos. Há dias que parecem concentrar, quase por acaso, tudo aquilo que faz esse universo pulsar, como amor, ruptura, excesso, genialidade e tragédia. O dia 20 de março é um desses recortes improváveis da história.

Em 1964, o mundo começava a entender a dimensão do fenômeno The Beatles. Naquele dia, chegava às lojas o compacto com “Can’t Buy Me Love” e “You Can’t Do That”, dois lados de uma mesma moeda que misturava juventude, rebeldia leve e uma habilidade melódica quase imbatível. Era o som de uma década que se abria.

Cinco anos depois, em 1969, John Lennon oficializava sua união com Yoko Ono em Gibraltar. Nascia ali uma parceria artística e política que atravessaria fronteiras, e também incompreensões.


Jonh e Yoko em Gilbratar (Foto: Divulgação)

O universo beatle ainda ecoaria em 1972, quando Ringo Starr lançou o single “Back Off, Boogaloo”, uma faixa que carregava humor, identidade própria e a tentativa de se afirmar além da sombra da banda que mudou tudo.


Mas o dia também guarda feitos quase surreais. Em 1980, o clássico The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, alcançava a impressionante marca de 303 semanas entre os discos mais vendidos. Um álbum que deixou de ser apenas música para se tornar experiência, ritual e referência permanente.

Nem só de glórias vive essa data. Em 1991, a queda do filho de Eric Clapton marcou uma das histórias mais dolorosas da música. A tragédia daria origem, anos depois, à delicada “Tears in Heaven”, um lamento transformado em arte.

O rock também se escreve em episódios menos previsíveis. Em 1977, Lou Reed foi impedido de se apresentar no The London Palladium, em mais um capítulo de sua relação turbulenta com o mainstream. Já em 1970, David Bowie oficializava sua união com Angela Barnett, antes de se tornar o camaleão definitivo da música.


E há os nascimentos que redefiniriam gerações. Em 1976, vinha ao mundo Chester Bennington, voz que traduziria angústias modernas com intensidade rara, marcando profundamente o rock dos anos 2000.


Fechando esse mosaico, em 1998, o Oasis fazia sua primeira passagem pelo Brasil, levando ao público local o britpop em estado bruto, entre guitarras, atitude e refrões que ainda hoje resistem ao tempo. 

O dia 20 de março não pertence a um único som. Ele reúne extremos, do amor à perda, do auge à ruptura, do clássico ao caos. Talvez seja isso que o rock sempre foi, uma sucessão de momentos que, juntos, continuam fazendo barulho no mundo.

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