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Música da noite: a sedução do que não se entende
Um mergulho lento na superfície inquieta de Sereia, clássico noventista de Lulu Santos.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 07/04/2026 19:02 • Atualizado 07/04/2026 19:02
Música
Sereia é um chamado que vem da água, entre o encanto e o risco (Foto: Divulgação)

No meio dos anos 90, Lulu Santos fez Sereia chegar com um gesto silencioso, distante do encanto óbvio do mar. Uma canção sobre aquilo que chama de dentro, sem explicar muito bem por quê. Uma espécie de convite que não promete retorno seguro.

Sereia caminha em água rasa, mas esconde correnteza. O arranjo sustenta uma leveza quase enganosa, enquanto a letra sugere um deslocamento. Existe um desejo ali, mas também uma dúvida. É como se a beleza tivesse sempre um preço que ninguém diz em voz alta.

Ouvir Sereia hoje é quase um exercício de atenção. Ela não disputa espaço, não grita por relevância, apenas fica, bem leve. Sutileza que acalma ouvidos inquietos. Uma música que prefere o mistério à resposta e que, no fim, deixa a sensação de que entender demais estraga um pouco a experiência.

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