Em uma sequência de publicações nas redes sociais, o vocalista reagiu ao anúncio que colocou o Oasis entre os indicados deste ano, ao lado de nomes como Phil Collins, Billy Idol, Iron Maiden, Joy Division/New Order, Sade, Luther Vandross e Wu-Tang Clan. Entre ironias e provocações, Gallagher classificou a nomeação como “uma verdadeira honra”, em um tom que deixou fãs divididos entre levar a sério ou não.
Logo nas primeiras mensagens, o cantor brincou com o nome da instituição e agradeceu aos votantes, dizendo que, desde criança, sonhava em integrar o Hall. A fala destoou diretamente de seu histórico recente, marcado por ataques duros à premiação.
A mudança de postura ficou ainda mais curiosa quando ele revelou uma conversa com a mãe. Segundo Gallagher, ela teria sugerido que ele “parasse de ser um idiota”, aceitasse o convite e comparecesse à cerimônia. A resposta, mais uma vez, veio carregada de ambiguidade: talvez ele vá, e talvez até goste.
O contraste com declarações anteriores é inevitável. Nos últimos anos, o músico tratou o Hall da Fama com desprezo aberto, chamando a instituição de irrelevante e questionando sua credibilidade. Em entrevistas e redes sociais, chegou a dizer que não precisava de reconhecimento de uma organização que, segundo ele, não representa o espírito do rock.
Ainda assim, o próprio Gallagher já havia ensaiado essa contradição antes. Em tom provocativo, chegou a afirmar que, se vencesse, iria à cerimônia e diria que era “a melhor coisa de todas”.
Entre ironia, provocação e uma possível reconciliação, o episódio reforça um dos traços mais marcantes do vocalista, a imprevisibilidade. No fim, como sempre, Liam joga com as expectativas e mantém o espetáculo vivo fora dos palcos.
A cerimônia do Hall da Fama do Rock está marcada para o dia 14 de novembro, no Peacock Theater, em Los Angeles.