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Muse mira a ficção científica e dramas pessoais em novo álbum
Décimo disco de estúdio da banda britânica traz parceria inédita com Ellie Goulding e participação de Robert Smith.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 27/06/2026 06:00
Música
Muse lança álbum ‘The Wow! Signal’ quatro anos após último trabalho (Foto: Divulgação)

O Muse lançou nessa sexta-feira (26) seu décimo álbum de estúdio, The Wow! Signal, trabalho que une ficção científica, existencialismo e experiências pessoais em uma das obras mais introspectivas da carreira da banda britânica. Inspirado no misterioso "Sinal Wow!", captação de rádio registrada em 1977 que alimenta especulações sobre vida extraterrestre, o disco chega às plataformas digitais cercado de expectativas.


Apesar da temática espacial, o vocalista Matt Bellamy define o projeto como um dos mais humanos do trio e afirma que este é o melhor álbum produzido pelo grupo em muitos anos.

Em entrevista à revista NME, Bellamy explicou que o conceito do disco nasce da busca humana por respostas diante do desconhecido.

"Quando não sabemos as respostas para nada, olhamos para as estrelas. Criamos religiões, imaginamos extraterrestres. Sempre buscamos algum sentido para aquilo que não conseguimos explicar", afirmou.

Rock, música eletrônica e novos convidados

Conhecido por misturar rock alternativo, música clássica e elementos eletrônicos, o Muse amplia essa identidade sonora em The Wow! Signal.


Um dos destaques do álbum é "Hush", faixa que marca a primeira composição colaborativa da história da banda e traz Ellie Goulding dividindo os vocais com Bellamy.

Segundo o cantor, a parceria surgiu de forma espontânea durante uma sessão de gravação.

Ellie trabalhava em um estúdio vizinho ao lado de Marshmello, ouviu a música e acabou sendo convidada para participar. Pouco mais de uma hora depois, o dueto já estava concluído.

O disco também reúne músicos convidados como Steve Winwood, responsável por pianos e órgãos, além de contar com arranjos da Orquestra Metropolitana de Londres nas faixas "The Dark Forest" e "Space Debris".

Outra participação de destaque é a de Robert Smith, vocalista do The Cure, que toca guitarra em "Divine Intervention".

Álbum nasceu durante um período difícil

Bellamy revelou que grande parte das composições surgiu após enfrentar mudanças profundas em sua vida pessoal, incluindo a separação da modelo Elle Evans, mãe de dois de seus filhos.

Segundo o músico, a experiência fez com que voltasse a usar a música como uma forma de reconstrução emocional.

Depois de anos escrevendo sobre política, tecnologia e o futuro da humanidade, ele afirma que passou a olhar para seus próprios conflitos internos.

O vocalista também contou que enfrentou problemas relacionados à saúde mental e precisou cancelar compromissos profissionais para dedicar mais tempo aos filhos.

Para Bellamy, esse processo devolveu o mesmo sentimento que tinha na adolescência, quando a música representava sua principal forma de expressão.

Nova produção marca mudança na carreira

Pela primeira vez, o Muse trabalhou com um produtor fixo durante a gravação de um álbum.

A maior parte das músicas foi produzida por Dan Lancaster, conhecido pelos trabalhos com o Bring Me The Horizon, enquanto duas faixas ficaram sob responsabilidade de Aleks Von Korff, colaborador de longa data da banda.

Bellamy acredita que dividir o controle da produção permitiu ao grupo explorar novos caminhos sem perder a identidade construída ao longo de mais de três décadas.

Segundo ele, o resultado lembra a energia crua dos primeiros discos, mas com uma sonoridade muito mais ampla e moderna.

Turnê começa em julho

Formado em 1994 na cidade inglesa de Teignmouth, o Muse prepara agora a turnê mundial de divulgação de The Wow! Signal.


A série de shows começa em 2 de julho, pela América do Norte, segue para o Reino Unido e a Europa em novembro, mas ainda não possui datas anunciadas para o Brasil.


Mesmo após mais de 30 anos de carreira, Matt Bellamy acredita que a banda continua fiel ao espírito alternativo que a consagrou.


"Jamais pertencemos a uma tendência específica. Talvez seja justamente por isso que ainda estejamos aqui", concluiu.

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