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Lucas Maciel atravessa reggae, dub e pop dos anos 90 no EP “Lágrimas”
Gravado em 2019 e mantido inédito desde então, trabalho reúne duas faixas produzidas por Adnon Soares e chega às plataformas digitais no dia 22
Por Redação Rádio VB
Publicado em 17/09/2026 06:00
Música
adicado atualmente na Bahia, Lucas Maciel retorna ao Maranhão para acompanhar o lançamento do EP (Foto: Divulgação)

Sete anos depois de entrar em estúdio, Lucas Maciel finalmente abre a gaveta de “Lágrimas”. O novo EP do cantor e compositor maranhense será lançado na próxima terça-feira (22) e assinala seu retorno com duas canções atravessadas pelo reggae, pelo dub, pelo dancehall e pela memória musical de São Luís.

“Lágrima 1” e “Lágrima 2” foram produzidas pelo músico maranhense Adnon Soares e gravadas no estúdio Casa Loca, em 2019. Durante a construção do projeto, as músicas também receberam contribuições e impressões de artistas como Marceleza, da banda Akarrudie, e Paulão Linhares.


As composições nasceram sob a sensação de que alguma coisa estava prestes a terminar. Criadas antes da pandemia, acabaram adquirindo outro significado quando o mundo entrou em suspensão poucos meses depois. Sem recorrer ao pessimismo absoluto, Lucas transforma essa atmosfera em movimento, ritmo e tentativa de reencontro com a luz.

Duas lágrimas, caminhos diferentes


Na primeira faixa, o compositor aposta em uma estrutura pop mais aberta e otimista, com referência à cantora jamaicana Sister Nancy. A canção trabalha a ideia de que nem toda impressão de colapso anuncia, de fato, o fim.


“A primeira lágrima é um pop otimista que cita Sister Nancy e fala que toda sensação de ‘fim de mundo’ pode estar acompanhada de uma série de alarmes falsos”, explica o artista.


“Lágrima 2” segue outra direção. Conduzida por uma percussão nyabinghi criada por Adnon Soares, a música acompanha simbolicamente o percurso de uma lágrima até que ela se dissolva na luz.


Para Lucas, a produção compreendeu a homenagem que as composições fazem às tradições jamaicanas incorporadas à identidade cultural de São Luís. O músico também reconhece no trabalho ecos do pop luminoso dos anos 1990, especialmente de grupos como o Lighthouse Family.


“Essas músicas passaram muito tempo engavetadas e fico muito feliz e empolgado para ver a reação do público agora em 2026”, afirma.


Uma nova etapa na trajetória do compositor


Radicado atualmente na Bahia, Lucas Maciel retorna ao Maranhão para acompanhar o lançamento do EP. O trabalho chega três anos depois de “Jitiranas”, disco no qual aproximou a canção pastoral nordestina do folk britânico.


Cantor, compositor, multi-instrumentista e pesquisador de literatura e crítica cultural, Lucas começou a se interessar por música aos 14 anos, depois de ouvir Os Mutantes. Na juventude, integrou a cena independente de São Luís e formou a banda de rock alternativo poda ao lado do baterista Luís Cruz.


Os primeiros singles apareceram em 2014, entre eles “Sexta-feira da Paixão” e “Corda Bamba”. Em 2018, após um período distante dos lançamentos, apresentou o álbum “Contra a Parede de Vento”.


Ao longo da carreira, sua escrita passou a combinar imagens próximas do sonho com arranjos detalhados e referências que vão da cantoria nordestina ao folk, do reggae à música eletrônica. Em “Lágrimas”, essas linhas voltam a se cruzar — agora como registro de um tempo anterior que finalmente encontra o presente.


Serviço

O quê: lançamento do EP “Lágrimas”, de Lucas Maciel

Quando:
22 de setembro

Onde:
Spotify, Deezer e demais plataformas digitais

Perfil do artista:
ouça Lucas Maciel no Spotify

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