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John Goodman é confirmado na segunda temporada de "O Monstro em Mim"
Série da Netflix prolonga o universo de Aggie Wiggs, escritora que encontra no vizinho uma história difícil de abandonar
Por Redação Rádio VB
Publicado em 31/10/2026 12:31 • Atualizado 31/10/2026 12:33
Entretenimento
Segunda temporada de "O Monstro em Mim" tem John Goodman confirmado no elenco (Foto: Divulgação)

Uma escritora precisa observar os outros. Em O Monstro em Mim, esse hábito ganha consequências quando a curiosidade atravessa a cerca e se instala na vida de alguém possivelmente perigoso. O suspense da Netflix encontra seu ponto de partida nesse encontro entre a necessidade de contar uma história e o risco de se tornar parte dela. Agora, com uma segunda temporada confirmada, a chegada de John Goodman ao elenco oferece um motivo para revisitar o primeiro ano.

Goodman interpretará Jack, pai de Aggie Wiggs, personagem de Claire Danes, que retorna à produção. Os detalhes da nova trama ainda não foram divulgados. A continuação amplia uma história inicialmente apresentada como minissérie e mantém no centro uma protagonista cuja relação com a verdade passa por perdas, desconfianças e pelo próprio trabalho de escrever.


Uma história para sair do silêncio

Na primeira temporada, Aggie é uma autora conhecida que se afastou da vida pública e enfrenta dificuldades para escrever após a morte do filho. A chegada de Nile Jarvis, vivido por Matthew Rhys, altera esse recolhimento. Rico e cercado por suspeitas sobre o desaparecimento da primeira esposa, o novo vizinho desperta nela o interesse por um possível livro. A aproximação abre caminho para uma disputa psicológica em que investigar também significa se expor.


                Claire Danes e Matthew Rhys estrelam a série (Foto: Divulgação)


A premissa poderia render apenas uma sucessão de pistas e reviravoltas. Seu interesse, porém, está na posição desconfortável de Aggie: transformar a vida alheia em literatura exige uma proximidade que pode comprometer seu julgamento. Quanto mais promissor parece o material, mais difícil se torna recuar. A escrita oferece uma saída do isolamento, mas cobra uma entrada em outro tipo de confinamento.


O encontro entre Danes e Rhys sustenta essa tensão. Aggie observa, pergunta, tenta interpretar; Nile carrega a vantagem de saber que está sendo observado. Há uma negociação implícita nessa convivência: quem controla o relato controla também o que o outro consegue enxergar. O ambiente de riqueza e aparente segurança dá ao suspense uma camada especialmente incômoda — o perigo sabe receber visitas.


O passado ganha um rosto


A escalação de Goodman desloca a expectativa para os vínculos familiares de Aggie. Ainda é cedo para saber como Jack participará dos novos acontecimentos, mas sua presença abre uma possibilidade dramática: acompanhar a escritora diante de alguém cuja história antecede suas escolhas e escapa à distância confortável da observação.


O desafio da segunda temporada será encontrar outra forma de pressionar essa personagem. O primeiro ano deixou uma boa questão para desenvolver: o que acontece quando alguém acostumado a organizar experiências em palavras encontra uma pessoa que resiste a qualquer versão definitiva? É nesse atrito entre intimidade, narrativa e poder que O Monstro em Mim tem espaço para continuar.

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