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O dia em que a Mona Lisa desapareceu do Louvre
Entre os suspeitos, chegaram a figurar nomes como Guillaume Apollinaire e Pablo Picasso.
Por LockDJ
Publicado em 21/08/2025 12:01 • Atualizado 21/08/2025 12:01
Entretenimento
No dia 21 de agosto de 1911, o famoso quadro de Leonardo da Vinci sumiu do museu (Foto: Reprodução IA)

No dia 21 de agosto de 1911, Paris acordou sem o sorriso mais enigmático da história da arte. A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, simplesmente desaparecera do Louvre.

 

O furto só foi percebido no dia seguinte, e a comoção tomou proporções internacionais. Jornais estampavam manchetes alarmadas, multidões se acotovelavam em frente ao museu, e o quadro que já era famoso se tornava, a partir dali, um mito planetário.

 

O responsável foi Vincenzo Peruggia, um funcionário do Louvre e nacionalista italiano que, em pleno feriado, retirou a obra da parede e a escondeu em sua casa por dois anos. Alegava que seu gesto era patriótico: devolver a obra à Itália. O argumento pode soar romântico, mas o ato escancarou a vulnerabilidade dos museus da época e consolidou a Mona Lisa como um ícone cultural.

 

O roubo teve desdobramentos cinematográficos por si só: entre os suspeitos, chegaram a figurar nomes como Guillaume Apollinaire e Pablo Picasso, que viveram dias de pesadelo como potenciais ladrões de Da Vinci. O episódio, por si só, é uma narrativa de intrigas, nacionalismo e vaidade artística — matéria-prima perfeita para o cinema.


Do Louvre à tela: o caso no cinema

A história foi recriada no filme Picasso e o Roubo da Mona Lisa, disponível na plataforma Looke, que mergulha no universo boêmio da Paris do início do século XX.

 

A obra mistura investigação policial e tensão cultural ao mostrar como Picasso (Ignaceo Mateos) e Apollinaire (Pierre Bénézit) foram envolvidos no escândalo. O enredo explora não apenas o roubo, mas também o ambiente artístico da época, revelando como até o escândalo criminoso foi combustível para movimentos estéticos, a exemplo do cubismo em As Senhoras de Avignon.

 

Mais do que um caso policial, o filme ecoa a aura do episódio: o instante em que uma obra de arte deixou de ser apenas pintura e se transformou em lenda popular, símbolo midiático e fetiche moderno.

 

Se o roubo foi um crime, seu efeito foi paradoxal: elevou a Mona Lisa ao status de ícone absoluto da cultura mundial.

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