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Política, clássicos reinventados e cinema autoral marcam Festival de Veneza
Serão 21 produções na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio que no ano passado ficou com O Quarto ao Lado, de Almodóvar.
Por LockDJ
Publicado em 27/08/2025 16:22 • Atualizado 27/08/2025 16:23
Entretenimento
82ª edição do festival terá 21 filmes disputando o Leão de Ouro (Foto: Divulgação)

O Festival de Veneza chega à sua 82ª edição nesta quarta-feira (27), estendendo-se até 6 de setembro. Serão 21 produções na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio que no ano passado ficou com O Quarto ao Lado, de Pedro Almodóvar. Entre estreias aguardadas, adaptações literárias, projetos autorais e documentários, a Mostra reforça seu papel como um dos principais palcos do cinema mundial.

Competição oficial: o peso da política e da reinvenção


Abrindo espaço para temas políticos e sociais, o festival traz The Wizard of Kremlin, de Oliver Assayas, inspirado no best-seller de Giuliano Da Empoli, com Jude Law no papel de Vladimir Putin.

Outra estreia que promete repercussão é The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania, que revisita a tragédia da menina palestina morta em Gaza, descrito como um dos filmes mais políticos da edição.

Entre os títulos de grande apelo estão:

  • A House of Dynamite, retorno de Kathryn Bigelow após oito anos, com a Casa Branca às voltas com uma crise nuclear.

  • Coração de Lutador – The Smashing Machine, de Benny Safdie, com Dwayne Johnson vivendo um lutador em fim de carreira e Emily Blunt no papel da esposa.

  • The Testament of Ann Lee, musical histórico de Mona Fastvold sobre a seita dos shakers no século XVIII.

  • Frankenstein, releitura assinada por Guillermo del Toro, com Oscar Isaac no papel principal.

  • Jay Kelly, comédia de Noah Baumbach e Greta Gerwig, estrelada por George Clooney.

  • Bugonia, nova parceria de Yorgos Lanthimos e Emma Stone, após o sucesso de Pobres Criaturas.

  • No Other Choice, de Park Chan-wook, thriller de vingança que marca o retorno do cineasta sul-coreano a Veneza após 20 anos.

  • L’étranger, de François Ozon, adaptação em preto e branco do clássico O Estrangeiro, de Albert Camus.

  • Nuhai (Girl), estreia da estrela Shu Qi na direção, narrando a trajetória de gerações de mulheres em Taiwan.


Fora da competição: Hollywood, Coppola e disputas criativas


Entre os destaques exibidos fora da disputa pelo Leão de Ouro, Luca Guadagnino traz Depois da Caçada, com Julia Roberts em um drama sobre abuso em uma universidade americana.

O polêmico In the Hand of Dante, de Julian Schnabel, terá sua aguardada estreia após desentendimentos com os produtores sobre a longa duração (150 minutos). O filme conta com Oscar Isaac, Al Pacino e John Malkovich. Já Gus Van Sant retorna após sete anos com Dead Man’s Wire, sobre o sequestro real de um agente hipotecário, estrelado por Bill Skarsgard e Al Pacino.

O festival também reserva espaço para o cinema francês com Chien 51, que encerra a Mostra, e para a animação japonesa Scarlet, de Mamoru Hosoda.


Documentários: de Herzog a Lucrecia Martel


A programação documental reforça a pluralidade da edição. O alemão Werner Herzog, aos 82 anos, lança Ghost Elephants, filmado em Angola, e será homenageado com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra na cerimônia de abertura.

A argentina Lucrecia Martel apresenta Nuestra Tierra, sobre o assassinato de um líder indígena em Chuschagasta. Já Laura Poitras, vencedora em 2022, retorna com um documentário sobre o jornalista Seymour Hersh, responsável por denúncias que marcaram a história militar americana.

 
Também estão na programação: um filme de Sofia Coppola sobre o estilista Marc Jacobs e um documentário de Mike Figgis sobre os bastidores de Megalópolis, de Francis Ford Coppola, obra que movimenta a cinefilia mundial desde sua estreia em Cannes.

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