Se a ideia é encerrar o sábado com um suspense sólido, daqueles que prendem desde o primeiro minuto, Refém do Silêncio, estrelado por Michael Douglas, é uma pedida certeira na Netflix. Trata-se daquele tipo de thriller clássico dos anos 90/2000, com tensão psicológica crescente, diálogos afiados e um jogo de manipulação que só vai ficando mais perigoso conforme a trama avança.
A história gira em torno da filha de um terapeuta, que é sequestrada e, como resgate, seu pai precisa obter um código que dá acesso a uma grande fortuna. Porém, a única pessoa que conhece esta combinação misteriosa é uma paciente problemática que não fala há dez anos.
O filme trabalha muito bem a sensação de claustrofobia emocional. Não apenas pelo risco físico, mas pela incerteza constante sobre quem está jogando com quem.
A direção aposta no suspense psicológico tradicional, com silêncio que pesa, trilha inquietante, ambientes fechados e reviravoltas que mantêm o espectador alerta. Nada é gratuito. Tudo é encaixado para criar a atmosfera de paranoia que o gênero exige, enquanto Michael Douglas entrega exatamente o tipo de intensidade que o consagrou em thrillers de prestígio.
Refém do Silêncio é aquele filme que faz você se ajeitar no sofá, apertar o controle sem perceber e ficar torcendo para que o protagonista faça o movimento certo. Um suspense compacto, eficiente e irresistivelmente tenso, perfeito para um sábado estilo Supercine.