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Música da noite: o tempo não brinda, empurra.
Cazuza e o primeiro dia do ano sem promessas fáceis.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 01/01/2026 19:43 • Atualizado 01/01/2026 19:43
Música
Cazuza canta como quem atravessa o calendário com os bolsos vazios de ilusões (Foto: Divulgação)

No primeiro dia do ano, enquanto o mundo ainda cheira a fogos frios e restos de esperança reciclada, O Tempo Não Para soa menos como trilha sonora e mais como aviso. Não há pausa, não há contagem regressiva que segure o relógio. O tempo não espera a ressaca passar, não respeita resoluções escritas à meia-noite. Ele segue, seco, irônico, real.

Cazuza canta como quem atravessa o calendário com os bolsos vazios de ilusões, mas a cabeça cheia de lucidez. O futuro repete o passado, o museu de novidades segue aberto, e a sensação é a de que mudar o ano não muda o jogo, altera só a data no canto da página. Ainda assim, seguir em frente é o único movimento possível.

Talvez por isso a música funcione tão bem em janeiro. Não promete salvação, não vende otimismo embalado. Apenas lembra que estar vivo já é um ato em curso. O tempo não para, e a gente também não deveria. Mesmo sem saber exatamente para onde.

 

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