Celebrado em 2 de janeiro, o Dia da Ficção Científica nasce da herança intelectual de Isaac Asimov e da constatação de que pensar o futuro sempre foi uma forma de interpretar o presente.
Desde suas origens literárias até o cinema contemporâneo, a ficção científica funciona como laboratório simbólico. Testa ideias, questiona poderes e antecipa dilemas éticos antes que eles se tornem realidade cotidiana.
Ao longo do século 20, o gênero deixou de ser visto como escapismo para se firmar como reflexão cultural profunda. Em meio a guerras, avanços tecnológicos, paranoia nuclear e revoluções digitais, autores e cineastas usaram robôs, viagens espaciais e mundos distópicos para discutir temas como autoritarismo, identidade, desigualdade, memória e o próprio significado de ser humano.
Filmes essenciais da ficção científica
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2001: Uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick) – A ficção científica como experiência filosófica e cósmica. Filme disponível na HBO MAX.
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Blade Runner (Ridley Scott) – Humanidade, memória e tecnologia em um futuro decadente. Disponível na HBO MAX.
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Metrópolis (Fritz Lang) – A matriz visual e política das distopias urbanas. Disponível na plataforma Plex, Telecine e Arte1 Premium.
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O Exterminador do Futuro (James Cameron) – O medo da inteligência artificial antes da era digital. Disponível na Netflix.
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Matrix – Realidade simulada, controle e libertação no fim do século. Disponível na Netflix e Telecine.

Livros fundamentais do gênero
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Fundação – O futuro como ciência histórica e política.
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Admirável Mundo Novo – Controle social pelo prazer e pela engenharia biológica.
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1984 – Vigilância, linguagem e autoritarismo permanente.
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O Homem do Castelo Alto – Realidades alternativas e instabilidade da verdade.
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A Mão Esquerda da Escuridão – Gênero, política e alteridade em outro mundo.

Quatro, cinco ou até sete décadas depois, essas obras continuam atuais porque nunca falaram apenas do amanhã. A ficção científica sobrevive porque aponta, com imaginação e rigor, as contradições do presente, lembrando que todo futuro começa como ideia, medo ou desejo.
No Dia da Ficção Científica, celebrar o gênero é reconhecer que imaginar também é uma forma de pensar criticamente o mundo.