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Marcos Lamy convoca artistas do Maranhão para o BRICS Melody 2026
Músico maranhense articula mobilização para ampliar a presença brasileira na próxima edição.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 15/01/2026 18:46 • Atualizado 15/01/2026 18:46
Cultura
Músico e pesquisador Marcos Lamy inicia um novo capítulo de sua trajetória (Foto: Divulgação)

Depois de viver uma experiência decisiva como único representante brasileiro no BRICS Melody em 2024, o músico e pesquisador Marcos Lamy inicia um novo capítulo de sua trajetória. Desta vez, o foco vai além do palco: Lamy está empenhado em mobilizar artistas da cultura popular brasileira, com atenção especial ao Maranhão, para participarem da seletiva da edição de 2026 do festival, cujas inscrições seguem abertas até 15 de fevereiro do próximo ano.

À frente do IEBABA e com quatro álbuns lançados, Marcos Lamy construiu sua carreira a partir da pesquisa, da prática e da difusão dos instrumentos tradicionais brasileiros. Em 2024, ele levou essa sonoridade ancestral a Ulyanovsk, na Rússia, transformando ritmos, histórias e saberes populares em diálogo com músicos de outros países do bloco BRICS.


“Participar do BRICS Melody foi algo de profundo sentido”, relembra. “É uma oportunidade rara de mostrar ao mundo o quanto a cultura brasileira é vibrante e diversa, enquanto escutamos as tradições de outros países em pé de igualdade. As culturas não ficam presas ao passado — elas se renovam e encontram novos públicos”, afirma o artista, citado inclusive nos materiais oficiais do festival.


Música como ponte entre culturas


Criado para fortalecer a cooperação humanitária entre os países do BRICS, o BRICS Melody reúne músicos que dominam instrumentos tradicionais e propõem releituras contemporâneas de suas heranças culturais. O projeto é realizado pelo Escritório de Projetos para Cooperação Juvenil Rússia-BRICS, com apoio do Fundo Presidencial de Iniciativas Culturais da Rússia.


Segundo a diretora do projeto, Natalia Aksenova, a proposta vai além do espetáculo. “A música não precisa de tradução. Ela conecta pessoas, culturas e continentes. Criamos um espaço onde as tradições nacionais ganham linguagem contemporânea e se tornam compreensíveis para o mundo”, destaca.


A edição de 2026 terá programação ampliada, com etapas previstas em Moscou e Ulyanovsk, em abril, e na Índia, em setembro, consolidando o caráter internacional do festival.


Um chamado aos guardiões da cultura popular


A convocatória global busca músicos que dominem instrumentos tradicionais e estejam dispostos a trabalhar em formato colaborativo, ao lado de artistas de diferentes países. Além das apresentações ao vivo, os selecionados também participam da gravação de um álbum coletivo, ampliando o alcance internacional de suas obras.


Para Marcos Lamy, ampliar a presença brasileira é uma missão pessoal. “Em 2024, fui sozinho. Foi transformador, mas ficou claro que nossa força cultural cresce quando é plural. O Maranhão tem uma diversidade imensa de saberes, ritmos e instrumentos. Em 2026, queremos uma delegação forte, que represente essa riqueza e coloque o Brasil no centro do diálogo global da música tradicional contemporânea”, afirma.


Como se inscrever


As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 15 de fevereiro de 2026, por meio de formulário online. Os interessados precisam apresentar informações pessoais, trajetória artística, links de performances e uma breve justificativa sobre sua relevância cultural e afinidade com o projeto.

 
O convite está lançado — e, desta vez, a ideia é que o Brasil não vá sozinho, mas em coro.

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