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Clássicos entram em domínio público e ampliam o acesso à cultura pop
Primeiras versões de Betty Boop, Pluto e Flip the Frog se tornam de uso livre, ao lado de livros, filmes e músicas que marcaram o século 20.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 04/01/2026 18:34 • Atualizado 05/01/2026 15:33
Entretenimento
Personagens e obras dos anos 1930 passam a integrar o domínio público a partir de 2026 (Foto: Divulgação)

Desde 1º de janeiro de 2026, uma nova leva de personagens e obras históricas passa a integrar o domínio público nos Estados Unidos, após o encerramento do prazo de 95 anos de proteção autoral. A mudança permite que criações marcantes da década de 1930 sejam reutilizadas, reinterpretadas e adaptadas livremente, desde que respeitadas as versões originais agora liberadas.

Entre os destaques está Betty Boop, que entra em domínio público a partir de sua estreia no curta Dizzy Dishes (1930). Na primeira aparição, a personagem ainda não tinha forma humana: era uma cadela antropomórfica, com orelhas de poodle e nariz preto. Embora reconhecível, essa versão difere da figura que se tornaria um ícone da cultura pop nas décadas seguintes. Mesmo com a liberação do copyright, o uso comercial segue limitado, já que a marca registrada permanece sob controle do Fleischer Studios.


Outro nome conhecido é Pluto. Apenas sua versão inicial fica livre: quando surgiu, o personagem ainda se chamava Rover, o Cão, e apresentava traços mais simples. Assim como ocorreu com Mickey Mouse em anos anteriores, as versões posteriores continuam protegidas, restringindo o uso ao design e às características originais.


Também passa a ser de uso livre Flip the Frog, criação de Ub Iwerks após sua saída da Disney. Protagonista de curtas independentes nos anos 1930, Flip se destacava por um humor mais experimental e menos voltado ao público infantil, contrastando com os desenhos mais familiares da época.


A abertura não se limita à animação. Na literatura, entram em domínio público personagens como Nancy Drew, com seus quatro primeiros livros, incluindo O Segredo do Relógio Velho, além do detetive Sam Spade e de Miss Marple, criada por Agatha Christie.


No cinema, títulos lançados em 1931 passam a ser patrimônio coletivo, como Os Galhofeiros, dos Irmãos Marx, e O Anjo Azul, estrelado por Marlene Dietrich. Também entram na lista vencedores do Oscar de Melhor Filme, como Sem Novidade no Front e Cimarron. Já na música, composições clássicas como “I Got Rhythm”, de George e Ira Gershwin, e “Georgia on My Mind” passam a poder ser reinterpretadas sem restrições autorais.

 
A cada novo ano, o domínio público se expande e reforça um movimento de preservação e reinvenção cultural, permitindo que obras do passado continuem vivas em novas leituras, formatos e contextos criativos.

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