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Música da noite: ouro que não oxida
Guilherme Arantes e o brilho silencioso do tempo com um clássico atemporal da MPB.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 06/01/2026 19:30 • Atualizado 06/01/2026 19:30
Música
Décadas depois, Ouro não brilha por excesso, mas por resistência (Foto: Reprodução)

Ouro não fala de riqueza material, mas daquela liga invisível que o tempo cria entre memória, afeto e permanência. A canção escorre devagar, como fim de tarde visto pela janela, enquanto o mundo lá fora insiste em acelerar. É música que não pede atenção imediata, se infiltra.

Na voz de Guilherme Arantes, o pop brasileiro ganha contornos introspectivos, quase confessionais. Há algo de filosófico no arranjo contido, como se cada acorde soubesse exatamente o momento de entrar e sair, respeitando o silêncio tanto quanto a melodia.

Décadas depois, Ouro continua intacta. Não brilha por excesso, mas por resistência. É dessas canções que atravessam gerações sem precisar se explicar. Permanecem, discretas e valiosas, como tudo aquilo que realmente importa.

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