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Djavan transforma “Improviso” em obra de colecionador no vinil
Álbum ganha edição limitada em LP duplo e celebra o amor como movimento vivo.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 20/01/2026 12:54 • Atualizado 20/01/2026 12:55
Música
Djavan lança “Improviso” em uma edição limitada de vinil duplo (Foto: Divulgação)

Depois de chegar às plataformas digitais em novembro, Djavan prepara um novo capítulo para Improviso (2025). A partir desta terça-feira (21), o disco passa a existir também no território nobre dos toca-discos, em uma edição limitada de vinil duplo, pensada como objeto de arte e memória afetiva para colecionadores.

Lançado pela Três Selos Rocinante, o álbum chega em LPs de 180 gramas, na cor marfim, com acabamento caprichado e uma proposta estética que valoriza a experiência analógica. O conceito visual de Giovanni Bianco ganha versão expandida em capa dupla gatefold, acompanhada por fotografias do duo Mar+Vin, figurino assinado por Claudia Kopke, encarte com texto de Marcus Preto e obi especial.


Musicalmente, Improviso apresenta 12 faixas que tratam o amor como algo em constante mutação — um campo onde desejo, entrega e risco caminham juntos. Djavan gravou o disco ao lado de sua banda base, formada por Torcuato Mariano, Marcelo Mariano, Paulo Calasans, Renato Fonseca, Felipe Alves, Jessé Sadoc, Marcelo Martins e Rafael Rocha, além das participações de João Castilho, Marcos Suzano, João Viana e Max Viana. A liberdade criativa que permeou o estúdio acabou batizando o próprio projeto.

Entre os momentos mais emblemáticos está a nova leitura de “O Vento”, parceria de Djavan com Ronaldo Bastos escrita em 1987. Eternizada na voz de Gal Costa, a canção retorna agora como um tributo íntimo, interpretado pelo próprio autor. Outra preciosidade é “Pra Sempre”, melodia composta originalmente para Bad (1987), de Michael Jackson, que permaneceu inédita por décadas até ganhar letra e o balanço singular de Djavan.

Improviso também consolida a parceria do artista com a Três Selos Rocinante, tornando-se o quarto título de sua discografia a receber tratamento especial em formato duplo, ao lado de D, Bicho Solto – O XIII e Malásia.

Djavan explicou que assumiu sozinho a produção, os arranjos e a direção artística do álbum. A decisão veio após experiências frustrantes com produtores. “Chegou um momento em que pensei: não quero mais produtor, nem arranjador. Aí passei a fazer tudo”, revelou.

Aos mais de 50 anos de carreira, o cantor também justificou a escolha de manter o amor como tema central. “Não sou um expert em amor. Sou um curioso”, afirmou. Para Djavan, escrever sobre o sentimento nunca é repetição, mas risco. “O amor é dinâmico, impossível de ser igual. É o risco que move, que faz você avançar e evoluir.”

No vinil, Improviso ganha peso, textura e silêncio, elementos que reforçam a ideia de que algumas obras pedem tempo, atenção e escuta profunda. Como o próprio Djavan parece lembrar, amar e ouvir música continuam sendo gestos que só fazem sentido quando vividos por inteiro.

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