Um dos maiores clássicos do rock dos anos 1980 está prestes a atravessar fronteiras geracionais e culturais mais uma vez. “Jump”, hit eterno do Van Halen, foi escolhida como trilha central da campanha global da Coca-Cola para a Copa do Mundo da FIFA 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
A aposta, no entanto, não recorre à gravação original. A canção ganhou uma releitura contemporânea que reúne artistas de diferentes cenas e estilos musicais, em um projeto que busca dialogar com o público jovem sem perder a essência do clássico. A nova versão conta com participações do astro do reggaeton J Balvin, da cantora de R&B Amber Mark, do guitarrista Steve Vai, que já integrou a banda solo de David Lee Roth, e do baterista Travis Barker, do Blink-182.
A colaboração propõe um encontro entre o rock clássico e sonoridades urbanas e modernas, refletindo a diversidade cultural que marca os países-sede do Mundial. A ideia é transformar “Jump” em um hino de celebração e energia global, alinhado ao espírito da maior Copa do Mundo da história.
Lançada originalmente em dezembro de 1983 como o primeiro single do álbum 1984, “Jump” representou uma virada estética para o Van Halen. Diferente das guitarras incendiárias que haviam definido o som da banda até então, a faixa trouxe o sintetizador Oberheim OB-Xa para o centro da composição, tocado pelo próprio Eddie Van Halen. A escolha gerou resistência interna no grupo, mas acabou se revelando decisiva.
O resultado foi um sucesso absoluto. “Jump” se tornou o único single do Van Halen a alcançar o topo da Billboard Hot 100, onde permaneceu por cinco semanas consecutivas em 1984, consolidando-se como um dos maiores hinos da história do rock.
A releitura chega em um contexto especial. A Copa do Mundo de 2026 será a maior já realizada, com 48 seleções participantes (16 a mais do que nas últimas edições) e promete ampliar ainda mais o alcance cultural do torneio. Ao resgatar um clássico como “Jump” e apresentá-lo sob uma nova roupagem, a campanha aposta na força da memória afetiva aliada à linguagem sonora do presente para embalar o evento esportivo mais assistido do planeta.