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“Desaparecida” transforma telas em suspense para a noite de sábado
Thriller digital usa tecnologia cotidiana para construir tensão e mostra como a verdade pode se esconder atrás de cada aba aberta.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 21/02/2026 19:07 • Atualizado 21/02/2026 19:09
Entretenimento
“Desaparecida” é um thriller que conversa diretamente com quem vive conectado (Foto: Divulgação)

Se a ideia para este sábado à noite é um filme tenso, direto e capaz de prender a atenção sem exigir compromisso de série longa, Desaparecida (Missing, 2023) surge como uma escolha precisa no catálogo da Netflix. O longa aposta em um suspense construído quase inteiramente através de telas, celulares, chamadas de vídeo, redes sociais e navegadores, transformando a rotina digital em ferramenta narrativa.

A história acompanha June, uma jovem que vê sua vida virar investigação quando a mãe desaparece durante uma viagem à Colômbia com o novo namorado. Presa em Los Angeles e limitada pela distância e pela burocracia internacional, ela passa a usar tudo o que tem ao alcance: senhas, aplicativos, registros online e rastros virtuais. O que começa como busca desesperada rapidamente se torna um quebra-cabeça cheio de inconsistências.


Um suspense contado pela interface

O principal diferencial de Desaparecida está na forma. O filme acontece quase totalmente dentro de telas, seguindo a linha inaugurada por thrillers digitais recentes, mas aqui o recurso deixa de ser truque estético e vira linguagem narrativa.

Cada clique revela informação, e também cria dúvida. O espectador acompanha a investigação exatamente como a protagonista: pesquisando, ampliando imagens, revisitando mensagens e tentando interpretar pequenos detalhes digitais.

Essa escolha aproxima o público da personagem e cria uma sensação constante de participação.


Tecnologia como personagem


O roteiro entende algo essencial sobre o presente: hoje, nossas vidas deixam rastros contínuos. Redes sociais, serviços de localização e históricos de busca funcionam como memória paralela, e também como território de manipulação.

O filme explora bem essa ambiguidade:

  • a tecnologia ajuda a encontrar pistas;

  • ao mesmo tempo, facilita esconder verdades;

  • quanto mais informações aparecem, menos certezas existem.


A investigação avança não pela ação física, mas pela interpretação de dados. Um suspense construído pela atenção.


Ritmo ideal para uma noite de streaming


Com narrativa ágil e reviravoltas bem distribuídas, Desaparecida funciona especialmente bem para sessões caseiras. O filme evita excessos dramáticos e prefere manter o público em estado constante de curiosidade.

O resultado é um thriller que conversa diretamente com quem vive conectado. Cada notificação pode mudar tudo.


Vale dar play?


Sim — principalmente se você gosta de:

✔ mistérios com viradas inesperadas
✔ investigações inteligentes
✔ histórias que refletem o mundo digital atual
✔ filmes que prendem do começo ao fim sem longa duração


Desaparecida
prova que o suspense contemporâneo não precisa de perseguições ou grandes cenários. Basta uma tela aberta e uma pergunta sem resposta.

Dica para este sábado: luz baixa, celular no silencioso (ironicamente) e atenção aos detalhes, porque neste filme, nada aparece por acaso.


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