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“Carrie” ganha nova versão sob o olhar de Mike Flanagan
Série do Prime Video atualiza o terror de Stephen King para a era das redes sociais e estreia com 8 episódios.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 28/07/2026 06:00
Entretenimento
A nova “Carrie” acompanha uma adolescente tímida e socialmente isolada (Foto: Divulgação)

Uma das personagens mais trágicas da literatura de terror retornará às telas em uma adaptação que pretende olhar menos para o passado do cinema e mais para as angústias da adolescência contemporânea. “Carrie: A Estranha”, série criada por Mike Flanagan a partir do romance de Stephen King, estreia em 7 de outubro no Prime Video, com os oito episódios disponibilizados simultaneamente.

Conhecido por “A Maldição da Residência Hill”, “Missa da Meia-Noite” e “Doutor Sono”, Flanagan assume uma história profundamente associada ao filme dirigido por Brian De Palma em 1976. Sua proposta, contudo, não é reproduzir aquela versão, mas regressar ao livro de 1974 e reconstruir seus conflitos em um mundo marcado pela exposição digital.

A nova “Carrie” acompanha uma adolescente tímida e socialmente isolada, criada sob o controle de Margaret White, mãe autoritária e dominada pelo fanatismo religioso. Depois da morte repentina do pai, a jovem passa a frequentar uma escola pública, onde se transforma rapidamente em alvo de humilhações.

Enquanto tenta sobreviver à violência praticada pelos colegas, Carrie percebe que possui poderes telecinéticos. As habilidades se intensificam ao mesmo tempo que sua instabilidade emocional cresce, preparando o caminho para consequências devastadoras.


A crueldade agora também vive na internet


A perseguição sofrida pela protagonista não ficará restrita aos corredores da escola. Na nova adaptação, fotografias, vídeos, comentários e ataques publicados nas redes sociais ampliam o alcance das agressões e tornam a exposição praticamente permanente.


Durante a San Diego Comic-Con, Flanagan explicou que o avanço tecnológico modificou profundamente a maneira como adolescentes são constrangidos e perseguidos. Temas como saúde mental, violência escolar, exercícios de preparação para ataques e a impossibilidade de apagar completamente um erro da internet integram a narrativa.


Para aproximar o roteiro das experiências da atual geração, estudantes foram convidados a participar das discussões da equipe criativa. Os relatos sobre assédio, microagressões e violência psicológica ajudaram a construir as relações entre Carrie e os demais alunos.


Segundo o cineasta, a internet não apenas amplia a crueldade, mas também pode recompensar quem a pratica. Esse ambiente oferece uma nova camada ao isolamento da protagonista, cuja dor deixa de ser privada e passa a circular diante de toda a comunidade.


Summer H. Howell assume o papel de Carrie


Escolhida entre mais de mil candidatas, Summer H. Howell interpreta Carrie White. A atriz contracena com Samantha Sloyan, escalada para viver Margaret White, mãe da protagonista.


O elenco também reúne Alison Thornton como Chris Hargensen, uma das principais responsáveis pela perseguição contra Carrie; Siena Agudong como Sue Snell; Amber Midthunder no papel da professora Miss Desjardin; e Matthew Lillard como o diretor Grayle.


Arthur Conti, Joel Oulette, Josie Totah e Thalia Dudek integram o núcleo de estudantes. Heather Graham, Kate Siegel, Michael Trucco, Katee Sackhoff e Rahul Kohli completam o grupo anunciado pela produção.


Primeira adaptação em formato de série


Publicada em 1974, “Carrie” foi a primeira obra de Stephen King a chegar às livrarias e também inaugurou a longa relação do escritor com o cinema. O romance ganhou sua adaptação mais conhecida em 1976, dirigida por Brian De Palma e protagonizada por Sissy Spacek.


A história retornou em um telefilme lançado em 2002 e em uma nova versão cinematográfica de 2013, estrelada por Chloë Grace Moretz e Julianne Moore. A produção do Prime Video será, porém, a primeira adaptação da obra desenvolvida como série.


O formato de oito episódios permitirá explorar personagens, documentos e consequências que receberam menos espaço nos filmes. O romance original utiliza relatos, estudos e registros posteriores à tragédia para montar a história de Carrie, recursos que podem ampliar o universo da adaptação.


Stephen King participa da produção


Mike Flanagan atua como criador, roteirista, showrunner, editor e produtor executivo, além de dirigir quatro episódios. Stephen King também integra a equipe de produtores executivos e aprovou a abordagem adotada para a nova versão.


A colaboração reforça a relação de Flanagan com a obra do escritor. O cineasta já dirigiu “Jogo Perigoso”, “Doutor Sono” e “A Vida de Chuck”, além de desenvolver outros projetos baseados em histórias de King.


Apesar de recuperar acontecimentos conhecidos pelos leitores, a série promete alterar caminhos e reservar surpresas até para quem conhece o romance e suas adaptações anteriores. De acordo com a Amazon, todos os episódios chegam ao Prime Video em 7 de outubro.

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