O ZERØ voltou a colocar uma peça inédita em sua discografia. Lançado nesta quinta-feira (30), “Labirinto 21” inaugura a caminhada para o primeiro álbum comercial do grupo desde “Electro Acústico”, distribuído pela Sony Music em 2000.
São 26 anos entre os dois projetos, mas esse período não representou silêncio criativo. Liderada pelo vocalista Guilherme Isnard desde 1983, a banda manteve-se em atividade, produziu novas músicas e levou parte desse repertório aos palcos e a registros audiovisuais.
Em 2007, o ZERØ desenvolveu “Quinto Elemento”, trabalho que não chegou a ganhar lançamento comercial nem distribuição fonográfica. Algumas de suas faixas circularam em apresentações e edições pontuais, permanecendo fora da discografia oficial disponível ao grande público.
O próximo álbum deverá reorganizar esse material, reunindo canções acumuladas ao longo dos anos e composições recentes. Dessa forma, o disco não será apenas um retorno, mas também uma oportunidade de preencher espaços deixados na trajetória fonográfica do grupo.
Uma ponte com o início da banda
“Labirinto 21” foi gravada por Guilherme Isnard ao lado de Daniel Viana, Nivaldo Ramos, Caius Marins e Gustavo Wermelinger. A faixa aposta em guitarras acentuadas e preserva a tensão entre rock, pós-punk e experimentação eletrônica que acompanha o ZERØ desde a década de 1980.
A produção ficou a cargo de Luiz Carlos Maluly, responsável por “Heróis”, lançado em 1985 como o primeiro compacto oficial da banda. O reencontro estabelece uma ligação direta entre o começo da discografia e o momento atual.
A nova música também ganhou videoclipe e funciona como apresentação dessa fase. Em vez de tentar reproduzir o som de quatro décadas atrás, o ZERØ retoma elementos de sua identidade para observar o presente.
Uma das formações mais singulares da geração brasileira dos anos 1980, a banda construiu sua reputação com uma sonoridade urbana, letras inquietas e canções que resistiram à nostalgia fácil. “Labirinto 21” sugere que essa história ainda possui corredores a explorar.