As muitas Amazônias formadas por pessoas, rios, florestas, lembranças e territórios estarão reunidas na exposição Além dos Verdes, que será aberta na terça-feira (1º), às 19h, na Galeria Trapiche, em São Luís. Com entrada gratuita, a mostra poderá ser visitada até 30 de setembro.
Pinturas, fotografias, esculturas, instalações e objetos compõem um panorama artístico que se distancia das representações homogêneas da região. Em vez de restringir a Amazônia à exuberância da paisagem, a exposição explora as relações humanas, culturais e afetivas estabelecidas dentro dela.
A abertura contará com a performance Cy Metamorfoses, de Nanna Brito. Durante o mês, a programação será ampliada com oficinas, palestras, visitas mediadas, ações ambientais e outras atividades destinadas a aproximar o público das obras e das questões levantadas pelo projeto.
Territórios, lembranças e transformações
A exposição foi concebida para que os trabalhos não sejam apresentados de maneira isolada. As obras estabelecem conexões entre ancestralidade, identidade e conhecimentos transmitidos por populações tradicionais, ao mesmo tempo que abordam pressões ambientais e mudanças impostas aos territórios amazônicos.
A curadoria parte do encontro entre aquilo que pode ser visto e o que permanece guardado como lembrança, vivência ou saber coletivo. A proposta é mostrar que não existe uma única imagem possível da Amazônia, mas diferentes perspectivas construídas a partir das experiências de seus artistas e comunidades.
Para o coordenador-geral do projeto, Rodolfo Leite, a passagem por São Luís também permitirá que a exposição adquira novos significados por meio da relação com o público maranhense.
“Mais do que levar obras para outro espaço, queremos criar aproximações, provocar reflexões e fazer com que as pessoas se reconheçam, se emocionem e também pensem sobre o território, a cultura e o meio ambiente que compartilhamos”, afirma.
A chegada da mostra à capital maranhense reforça o diálogo entre dois espaços atravessados por patrimônio, memória e manifestações culturais. A experiência dos artistas da Amazônia Legal encontra, assim, uma cidade marcada pela convivência entre diferentes tradições, identidades e formas de ocupação do território.
Programação reúne oficinas e performances
Além da visitação às obras, a Galeria Trapiche receberá atividades culturais e formativas ao longo de setembro. Toda a programação é gratuita, mas as oficinas possuem vagas limitadas.
Confira:
- 1º de setembro, às 19h: abertura da exposição Além dos Verdes e apresentação da performance Cy Metamorfoses, com Nanna Brito.
- 2 de setembro, das 14h às 18h: oficina Fotografia, Memória e Território: o olhar que se torna imagem, com Laurine Campelo.
- 3 de setembro, das 14h às 18h: oficina Memórias Vazadas: Pintura, Território e Identidade – Laboratório Criativo, com Adriane Corrêa.
- 4 de setembro, às 15h: visita guiada com a curadora Adriane Corrêa.
- 4 de setembro, às 16h: ação de educação ambiental com entrega simbólica de mudas nativas.
- 10 de setembro, às 14h: performance Quem matou nossa mãe?, com Débora Bararuá e Inácio Sena.
- 10 de setembro, às 15h: palestra Arte, Amazônia, meio ambiente, patrimônio e identidades culturais, com Débora Bararuá.
- 17 de setembro, às 15h: visita guiada à exposição.
Recursos ampliam acesso à mostra
A programação contará com intérprete de Libras, mediação acessível e uma versão virtual da exposição. Escolas e outros grupos também poderão participar das visitas mediadas e das ações educativas realizadas durante o período da mostra.
Apresentada pelo Ministério da Cultura e patrocinada pela Petrobras por meio da Lei Rouanet, Além dos Verdes permanecerá aberta ao público de 1º a 30 de setembro, na Galeria Trapiche. As inscrições para as oficinas estão disponíveis no site oficial do projeto.