John Mayer deixou a guitarra falar na homenagem a Dolly Parton. Durante um show realizado na quarta-feira (26), no Stephen Talkhouse, em Amagansett, Nova York, o músico apresentou uma versão instrumental de “I Will Always Love You”, composição lançada pela cantora em 1974.
Sem interromper o clima da apresentação, Mayer conduziu a melodia até os primeiros acordes de “Gravity”, um dos momentos mais aguardados de seu repertório. A transição transformou o clássico de Dolly em uma despedida delicada, construída sem discursos longos e sustentada pelo timbre da guitarra. A apresentação será transmitida neste sábado (29), às 20h no horário da Costa Leste dos Estados Unidos, pelo canal Life With John Mayer e pelo aplicativo da SiriusXM.
O espetáculo, anunciado por Andy Cohen como “o ingresso mais disputado dos Hamptons em muitos anos”, percorreu cerca de duas horas da carreira do guitarrista. O repertório reuniu canções de Continuum (2006), como “Belief”, “Slow Dancing in a Burning Room” e “I Don’t Trust Myself (With Loving You)”, além de faixas de Sob Rock (2021), entre elas “Last Train Home”, “Wild Blue” e “New Light”. No bis, Mayer também revisitou “Free Fallin’”, de Tom Petty.
Antes do show, em conversa com Cohen, Mayer descreveu Dolly como uma artista capaz de aproximar um mundo fragmentado. Para ele, a comoção provocada pela morte da cantora, aos 80 anos, revelou a dimensão de uma trajetória construída com talento, generosidade e coerência.
“É assim que uma vida bem vivida se parece, se sente e soa”, resumiu o músico ao comentar o legado da estrela country.
Uma canção atravessa Nova York
Na mesma noite, “I Will Always Love You” também tomou conta do Madison Square Garden. Durante a abertura de sua temporada de 30 apresentações na arena, Harry Styles agradeceu aos músicos que moldaram sua formação e declarou: “Dolly, nós te amamos”. Em seguida, a gravação da canção ecoou pelos alto-falantes enquanto o público cantava em coro.
As homenagens ultrapassaram os limites de Nova York. Em Londres, Jack White recuperou “Jolene” no palco do Eventim Apollo, retomando ao vivo uma música que não interpretava desde 2007.
Entre guitarras, arenas e vozes reunidas, a despedida a Dolly Parton encontrou o caminho mais natural, que são suas próprias canções. Escritas para sobreviver ao tempo, elas agora atravessam o luto e reafirmam a obra de uma artista que fez da música uma forma permanente de afeto.