A melodia familiar de “Baby” ganha outro tratamento nas mãos de Benjaminn. O cantor, compositor e guitarrista baiano lançou uma releitura da canção de Caetano Veloso que preserva seu desenho melódico, mas incorpora guitarras e uma sonoridade mais próxima do pop e do rock contemporâneo.
Apresentada ao público em 1968 e consagrada na voz de Gal Costa, a composição é uma das referências da Tropicália. Na nova gravação, Benjaminn parte desse repertório para construir uma interpretação ligada à própria trajetória, acrescentando peso aos arranjos sem abandonar a delicadeza da melodia.
O encontro entre rock e música brasileira acompanha o percurso de Geo Benjamin, nome por trás do projeto. Antes da carreira solo, o artista atuou como guitarrista das bandas baianas Mar Revolto e Alquímea.
Em 2024, o álbum “Leve” marcou uma fase de maior aproximação com o pop e com a construção de canções melódicas, mantendo a guitarra como parte importante de sua identidade. “Baby” dá continuidade a esse caminho e inaugura um novo capítulo de seus lançamentos.
Quase seis décadas depois da gravação que a tornou conhecida, a canção oferece espaço para outras leituras. Benjaminn ocupa esse espaço com os elementos de sua formação musical, aproximando o clássico tropicalista do repertório que vem construindo.