O fim de Stranger Things ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, 12 de janeiro, com a estreia de A Última Aventura: Nos Bastidores de Stranger Things 5, documentário que chegou à Netflix para mostrar o que nunca esteve em cena: o processo humano, criativo e emocional por trás da temporada derradeira da série.
Dirigido por Martina Radwan, o filme funciona como um diário de produção que acompanha de perto os últimos meses de gravação e construção narrativa da obra que definiu uma geração. Com acesso privilegiado aos sets, às conversas criativas e aos bastidores mais silenciosos, Radwan registra não apenas o fim de uma história, mas o encerramento de um ciclo coletivo que atravessou quase dez anos.
Em entrevistas, a diretora destaca a confiança depositada pelos criadores da série, Matt Duffer e Ross Duffer, que permitiram uma observação próxima e contínua de seus métodos de trabalho. O documentário revela decisões criativas, momentos de exaustão, ajustes de roteiro e o peso emocional de conduzir a série até sua conclusão definitiva. Tudo longe do glamour habitual dos grandes lançamentos.
Criada em 2016, Stranger Things se consolidou como um fenômeno cultural ao misturar ficção científica, horror e nostalgia oitentista, acumulando mais de 230 indicações a prêmios e cerca de 70 vitórias, incluindo Emmys e o SAG Award de Melhor Elenco em Série Dramática. Agora, o documentário amplia esse legado ao transformar o “como foi feito” em parte essencial da experiência.
A quinta e última temporada se passa no outono de 1987, com Hawkins sob quarentena militar após a abertura das Fendas. Onze, vivida por Millie Bobby Brown, precisa voltar à clandestinidade enquanto o grupo original (Mike, Dustin, Lucas e Will) se reúne para enfrentar a ameaça final deixada por Vecna, personagem de Jamie Campbell Bower, cuja ausência física só reforça sua presença simbólica.
O documentário também revisita a trajetória do elenco que cresceu diante das câmeras e retorna para o encerramento: Winona Ryder, David Harbour, Sadie Sink, Joe Keery, Maya Hawke, entre outros, além das novas adições ao elenco que ajudam a dar forma ao desfecho.
A Última Aventura funciona como um epílogo emocional. Um olhar honesto sobre criação, colaboração e despedida, além de uma lembrança de que, antes de se tornar um fenômeno global, Stranger Things sempre foi, acima de tudo, uma história feita por pessoas.