Nascido em 14 de janeiro de 1969, Dave Grohl completa 57 anos como um dos raros nomes do rock que atravessaram gerações sem perder humanidade. Quando entrou para o Nirvana, no início dos anos 1990, Grohl ajudou a dar forma definitiva ao som cru, urgente e sem filtro que explodiria o grunge para o mundo. Sua bateria em Nevermind marcava o tempo e empurrava sentimentos para fora, como um motor prestes a romper.
Após o silêncio abrupto deixado pela morte de Kurt Cobain, Grohl fez o que poucos conseguem, e recomeçou. O Foo Fighters nasceu quase como um gesto íntimo, gravações solitárias que, aos poucos, se transformaram em hinos de estádio. Everlong, My Hero, Times Like These, canções que carregam dor, mas também oferecem abrigo. Grohl trocou o caos pela resistência, sem jamais suavizar demais as arestas.
Hoje, aos 57, Dave Grohl é uma ideia de rock possível em tempos cínicos. Um cara que ainda acredita em banda, suor, riffs altos e emoção sem ironia.
Em um mundo que insiste em esfriar tudo, Grohl segue fazendo o oposto, aumentando o volume e lembrando que a música, antes de tudo, é um lugar para ficar vivo.