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14 de janeiro: quando Elvis e Bowie redesenharam os próprios destinos
A data revela como dois ícones transformaram a música, cada um à sua maneira.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 14/01/2026 16:56 • Atualizado 14/01/2026 16:59
Música
No calendário da cultura pop, 14 de janeiro é um ponto de convergência entre mitos (Foto: Reprodução)

O dia 14 de janeiro ocupa um lugar curioso e simbólico na história da música. Em diferentes anos, ele marcou viradas decisivas na trajetória de Elvis Presley e David Bowie, dois artistas que, embora separados por estilo, geração e linguagem, partilhavam a obsessão pela reinvenção e pelo impacto cultural.

Em 14 de janeiro de 1960, Elvis foi promovido a sargento do Exército dos Estados Unidos, consolidando um capítulo improvável em sua mitologia. O Rei do Rock, então o maior astro do planeta, aceitava a disciplina militar como parte de sua narrativa pública. A imagem do ídolo rebelde uniformizado ajudou a redefinir sua relação com a América conservadora, transformando-o em um símbolo ainda mais amplo, pop, patriótico e global.


Anos depois, em 14 de janeiro de 1973, Elvis voltaria a fazer história ao realizar o primeiro show transmitido via satélite, Aloha from Hawaii, antecipando a lógica dos megaeventos globais e mostrando que seu alcance já ultrapassava qualquer fronteira física.

Enquanto Elvis ampliava o espetáculo, Bowie reinventava a própria essência. Em 14 de janeiro de 1966, o então David Jones abandonava definitivamente o nome comum para nascer como David Bowie, gesto aparentemente simples, mas carregado de significado. A mudança não era apenas estética, mas, sim, o início de um projeto artístico baseado em personagens, rupturas e mutações constantes.


No mesmo dia, a Parlophone Records lançava David Bowie and the Lower Third, registro de uma fase de transição, ainda presa ao pop britânico dos anos 60, mas já inquieta e em busca de algo maior.

Essa inquietação atingiria um novo patamar em 14 de janeiro de 1977, quando Bowie lançou, nos Estados Unidos, o álbum Low. Frio, fragmentado e experimental, o disco rompeu com as expectativas do rock tradicional e abriu caminho para a chamada “Trilogia de Berlim”.



Low
 era estado de espírito, silêncio transformado em som, influência direta sobre o pós-punk, a música eletrônica e toda uma geração de artistas que aprenderam que o risco também pode ser linguagem.

O curioso é que, nesse mesmo 14 de janeiro espalhado ao longo das décadas, Elvis e Bowie revelam seus contrastes mais profundos. Um representava a consolidação do espetáculo, a ampliação da cultura de massa. Já o outro, a fragmentação, o estranhamento e a vanguarda. Ainda assim, ambos entenderam como poucos o poder do gesto simbólico, seja uma patente militar, um novo nome ou um álbum que soa como o futuro.

No calendário da cultura pop, 14 de janeiro é um ponto de convergência entre o mito que domina o mundo e o artista que o desconstrói. Dois caminhos opostos, igualmente eternos. ✨

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