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Frejat mergulha no blues e reposiciona a própria história em 2026
Entre reencontro com o Barão Vermelho e um novo espetáculo, o guitarrista celebra mais de quatro décadas de carreira.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 23/01/2026 06:00
Música
Frejat prepara iniciativas especiais para o ano de 2026 (Foto: Divulgação)

2026 já começa desenhado como um ano-chave na trajetória de Roberto Frejat. Sob o conceito “Quatro Décadas e Um Pouco Mais”, o cantor e guitarrista costura passado e presente em projetos que não soam nostálgicos, mas reveladores. É menos celebração de carreira e mais reposicionamento artístico, com o blues servindo de fio condutor.

A prova disso veio na última terça-feira (20), em um show para convidados no Teatro Oi Casa Grande, onde Frejat apresentou “Frejat em Blues”. O espetáculo revisita seu repertório, dentro e fora do Barão Vermelho, e o expande, reinterpretando canções de Luiz Melodia, Angela Ro Ro, Djavan, Roberto Carlos, Tim Maia e Paralamas do Sucesso sob a lógica do blues. Quando a música não nasce blueseira, ele a dobra, ajusta e conduz até lá.


Mais do que covers ou rearranjos, o projeto propõe uma leitura brasileira do gênero. Como observou o jornalista Guilherme Salomão, trata-se de uma ponte sólida entre MPB e blues — não como cópia do modelo americano, mas como adaptação ao idioma, ao ritmo e à subjetividade nacional. Acompanhado por uma banda numerosa e precisa, com destaque para o filho Rafael Frejat na direção musical, o show soa elegante, denso e orgânico.


Em paralelo, Frejat também retorna às origens. O Barão Vermelho anunciou a turnê “Barão Vermelho Encontro – Pro Mundo Inteiro Acordar”, reunindo a formação clássica com Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira, além de Fernando Magalhães. Os primeiros shows acontecem em abril, no Rio, e maio, em São Paulo, ambos com participação especial de Ney Matogrosso.

“Não existe comemoração possível sem passar pelo Barão”, disse Frejat ao falar dos 44 anos de estrada. O reencontro não fecha ciclos — inaugura outros. Entre riffs blueseiros e hinos do rock nacional, Frejat mostra que revisitar o passado pode ser, acima de tudo, um gesto de movimento.

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